eu quero escrever em muros pintados com letras cursivas e no meio do texto dizer o que sinto sem receio.numa adaptação minha de lenine: se você quer me ler, não é seguro.
eu não vou me esconder, mas me preservo.dos meus nós alguns desataram de tal forma que parecem que nunca existiram.as lembranças ficam por conta das fotografias porque em mim nada resta.o caos que toma os meus entes nem sempre queridos, mas muito amados, isso sim me atinge a queima roupa, me tira as pernas e os braços. e como diria mayara: acaba a mulher.
eu vou tentando pintar na tela em branco, com linhas e traços o meu sentido abstrato de sentir o que vejo e meu dizer calado.
31 de mar. de 2009
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