17 de jan. de 2011

O dia em que eu fui triste

Todos os dias pensamos ser super heróis por trabalhar, por superar obstáculos e sermos fortes quando temos algum problema que parece indissolúvel. A verdade é que não somos. Somos apenas migalhas de um todo bem maior, que não sabemos nem porque estamos aqui e pra onde vamos ir. Eu conheci uma pessoa boa, eu me despedi de uma pessoa boa. Suas letras me encantavam, seu sorriso me alegrava e tudo parecia belo com ela. Eu nunca fui do tipo de correr atrás de ninguém e não sou muito fácil de lidar, eu sei e assumo. Ela era tão genial e logo foi entrando na minha vida sem pedir licença. Garota atrevida, alegre e despida de tristeza, de sentimentos ruins e pouca rima. Ia fazer o que, ela já tinha se tornado dona de uma parte da minha vida, meu olá diário, meus planos contados, meus ouvidos atentos a sua risada, nossas viagens vividas, nossas viagens paradas, tantas coisas a dizer e apenas lágrimas a cair. Antes que eu deixasse, ela se foi, se eu pelo menos conseguisse dizer algo, mas a garganta travou e com um breve: vai com Deus nega,a Ari te ama.Eu me despedi, bem ao estilo que você ouvia.A dor da família, do namorado tão amado, das tantas amigas, e eu ali, sem ação, sem chão. Eu peço desculpas pelo eu te amo que não falei, por não ter ido com você, pelas saudades que eu sinto todo dia. Desculpa nega, é que você é tão importante, é tão você e nada se parece com você. Obrigada por se despedir de mim, obrigada por ter aprendido tanto com você, obrigada por me escolher. Minha nega e eterna amiga no meu coração você continua viva e por você eu vou viver todos os dias tentando ser um pouco do que você foi: muito muito feliz. Vou escrever mais e tentar ver poesia na vida, cantar o mundo e viajar o quanto eu puder, ver gente, ajudar gente e ser mais gente pra você se orgulhar de mim.

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